sábado, 6 de fevereiro de 2010

Filme [Essencial]

O Enigma de Kaspar Hauser
(Jeder für Sich und Gott Gegen Alle)
Ano: 1974
Direção: Werner Herzog
Elenco:
 Helmut Döring (Pequeno Rei)
Bruno S. (Kaspar Hauser)
Walter Ladengast (Professor Daumer)
Brigitte Mira (Kathe, Servant)
Willy Semmelrogge (Diretor do circo)
Michael Kroecher (Lord Stanhope)
Hans Musaeus (-)
Volker Prechtel (Guarda da prisão)

"Considerado como a grande obra-prima de Herzog."

"Um filme, mais do que apenas inteligente,
profundamente comovente, e sobretudo humano."

"O Enigma de Kaspar Hauser é um filme indispensável para educadores,
psicólogos e admiradores do bom cinema."
 
Sinopse:
Kaspar Hauser é um jovem que foi trancado a vida inteira num cativeiro, desconhecendo toda a existência exterior. Quando ele é solto nas ruas sem motivo aparente, a sociedade se organiza para ajudar Kaspar, que sequer conseguia falar ou andar, mas este logo acaba se tornando uma atração popular. Baseado em uma história real.
O filme inicia mostrando um jovem acorrentado em um porão, alimentado por um homem misterioso. O prisioneiro brinca com um cavalo de madeira, e o nome do objeto é a única palavra que pronuncia: cavalo. O homem quer que o jovem aprenda e escrever e lhe dá papel e tinta. O jovem aprende a escrever seu nome, Kaspar Hauser.
Depois, o misterioso homem retira Kaspar do porão durante a noite e o deixa numa cidade próxima, em 1828, com uma carta para o oficial da guarda. Perplexos com a figura, os moradores o deixam prisioneiro numa torre. O rapaz não é violento e se mostra inteligente, surgindo rumores de que ele pertença à nobreza. Durante dois anos, ele amplia seu vocabulário ensinado por uma família que o ajuda e por um padre. Ele aprende facilmente música, tricô e jardinagem, mas é um fracasso em compreender as convenções da época, principalmente às ligadas à sociedade, ciência e religião.
"Vocês não ouvem os assustadores gritos ao nosso redor que habitualmente chamamos de silêncio?"
(Prólogo do Filme O Enigma de Kaspar Hauser de Herzog, 1974)

O caso de Kaspar Hauser serve para ilustrar o erro básico de uma organização social fundada sobre os princípios do racionalismo positivista. Mostra-nos que a "humanização" do homem, entendida como socialização, não é uma decorrência biológica da espécie, mas conseqüência de um longo processo de aprendizado com o grupo social.
Através desse processo, o indivíduo se integra no grupo em que nasceu, assimilando o conjunto de hábitos e costumes característicos desse grupo. Participando da vida em sociedade, aprendendo suas normas, valores e costumes, o indivíduo está se socializando, reprimindo suas características instintivas e animais e desenvolvendo as sociais e culturais, fazendo, assim, a "passagem da natureza para a cultura," aprendendo a ver com os "óculos sociais," tornando-se, como nos disse C. Dickens, "um animal de costumes."
Kaspar Hauser nunca se transformou nesse animal de costumes; no máximo, poderia ser visto como "domesticado" pela sociedade da época.
Um dos mais conhecidos e importantes longas-metragens alemães produzidos na década de 1970, “O Enigma de Kaspar Hauser” (Jeder für sich und Gott gegen alle, Alemanha, 1974) é uma demonstração perfeita de que o Cinema pode ser, mais do que uma arte, também uma ferramenta científica importante. Ao narrar com uma abordagem concisa um episódio real ocorrido na cidade de Nuremberg, durante a primeira metade do século XIX, o cineasta Werner Herzog abordou, de forma espontânea, questões essenciais que a Filosofia e a Religião não conseguem responder com clareza.
Jeder für sich und Gott gegen alle, é um dos mais celebrados filmes do diretor Werner Herzog. O trabalho, cujo título significa, em tradução literal, "cada um por si e Deus contra todos", narra a história de Kaspar Hauser, uma criança abandonada envolta em mistério, encontrada na Alemanha do século XIX, com alegadas ligações à família real de Baden.
Na lápide de Kaspar Hauser, no cemitério de Ansbach, na Alemanha, há uma inscrição que diz: "Hic occultus occultu uccisus est." Quer dizer: "Aqui jaz um desconhecido assassinado por um desconhecido." Nada resume melhor o misterioso percurso da vida e morte deste homem.

Premiações:

Ganhou o Prêmio Ecumênico do Júri no Festival de Cannes, 1974.
Ganhou o Prêmio FIPRESCI no Festival de Cannes, 1974.
Ganhou o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes, 1974.


Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Enigma_de_Kaspar_Hauser
http://www.cineplayers.com/filme.php?id=796
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-65642001000200007&script=sci_arttext
http://www.sobaminhalente.com/o-enigma-de-kaspar-hauser/
http://www.cinereporter.com.br/dvd/enigma-de-kaspar-hauser-o/
http://www.netmovies.com.br/filmes/o-enigma-de-kaspar-hauser.html

Literatura [Agora]


PARA GOSTAR DE LER
Poesia Marginal (Vol. 39)
Autores:
Ana Cristina Cesar, Cacaso, Chacal,
 Francisco Alvim e Paulo Leminski

Na década de 1970 não era raro encontrar em portas de bares, teatros e cinemas de grandes cidades brasileiras alguns poetas vendendo seus livros, em geral Produzidos com parcos recursos gráficos. O conteúdo desses volumes perpetuou-se na memória dos leitores e dos críticos literários Sob a denominação de poesia marginal.
Não é por acaso, portanto, que uma prestigiada coleção "Para Gostar de Ler"Tenha incluído nenhum rol de seus excelentes títulos Poesia marginal, Um mosaico ilustrativo dessa expressão poética brasileira OS, com trabalhos de Ana Cristina Cesar, Paulo Leminski, Chacal, Francisco Alvim e Cacaso.
Paulo Leminski Era um apaixonado pelas experiências de linguagem dos poetas concretos, mas também usava vocabulário comum, do dia-a-dia. "Eu, hoje, acordei mais cedo / e, azul, tive uma idéia clara. / Só existe um segredo. / Tudo está na cara."Esse poema, tão característico de Leminski, Nem precisou de título.
Já a poesia de Cacaso apresenta, num primeiro momento, certa influência simbolista. Depois, passa a ser mais descarnada, coloquial humorada como em E, final feliz: "O meu amor e eu / nascemos um para o outro / agora só falta quem nos Apresente".
Musa da poesia marginal, Ana Cristina Cesar influiu ativamente na vida cultural carioca dos anos 1970, redigindo artigos em jornais e participando de debates. Em Poesia marginal, Ela nos brinda, poemas entre outros, com Vacilo da vocação: "Precisaria trabalhar - afundar - / - loucas como você - saudades - / nesta arte - ininterrupta - / pintar de - / A poesia não - Telegráfica - ocasional - / me deixa sola - solta - / à mercê do impossível - / - fazer real ".
No caso de Chacal, Uma presença de Oswald de Andrade em sua veia poética é assumida. Uma pitada Em Da poesia de Chacal Reclame: "Se o mundo não vai bem / a seus olhos, use lentes / ... ou transforme o mundo / ótica olho vivo / agradece a preferência".
O poeta e diplomata mineiro Francisco Alvim, Ainda hoje em plena atividade literária, apresenta em sua poesia uma vertente lírica e outra mais marcada pela reflexão social. Assim se expressa em discordância: "Dizem que quem cala consente / eu por mim / quando calo dissinto quando falo / minto".
O amor, o sexo, a poesia, a política, o medo ea vontade de cair fora, tudo isso aparece nos poemas reunidos neste livro. Todo o clima dos anos 70 você vai reencontrar aqui, nos versos breves e contundentes de cinco dos mais representativos autores da Geração Mimeógrafo.
Dos cinco poetas representados em Poesia marginal, Três já faleceram. "Primeiro foi Ana Cristina, Que Cometeu uma indelicadeza de se matar, aos 31 anos, em 1981, depois, Cacaso, Que em 1987, aos 43 anos, teve uma parada cardíaca e se foi, por último, em 1989, partiu Paulo Leminski, O genial `cachorro louco ', que tinha vindo para bagunçar o coreto bem-comportado da poesia", lê-se em O "Vento no rosto", texto introdutório do livro.

Fontes:
http://www.atica.com.br/materias/?m=125
http://www.atica.com.br/catalogo/?i=8508101082

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Música (Sintonize)


PLASTISCINES
About Love

Plastiscines é uma banda francesa, composta por Katty Besnard (vocalista/guitarra), Marine Neuilly (guitarra), Louise Basilien (baixo), Anaïs (bateria) e também das antigas bateristas Caroline and Zazie Tavitian.

Sendo colegas da mesma escola, elas formaram-se em 2004,quando conheceram Louise Basilien, que tocava harpa, durante um concerto da banda The Libertines. O seu talento foi rapidamente reconhecido por algumas personalidades da música como Maxime Schmitt, produtor da banda alemã Kraftwerk, e que as levou a assinar um contrato com a EMI em Outubro de 2006.

Em 2009, a banda lançou, em junho, o segundo disco da carreira, o interessante About Love.

Esse último trabalho é recheado com 12 músicas energéticas e um clima “garageiro” que dá um certo charme ao disco. A dupla de guitarristas Marine Neuilly e Katty Besnard (que também é a cantora principal da banda) trabalham muita bem juntas, alternando riffs simples de punkrock com distorções bem características do rock de garagem que bandas como The Donnas (impossível não comparar) e Sahara Hotnights fazem.

O segundo álbum das Plastiscines é bem descontraído, despretencioso e rápido – tem menos de 40 minutos de duração – ou seja, tudo que um bom disco que mistura garage rock com punk e indie precisa ter.

Músicas:
1. I Could Rob You
2. Barcelona
3. Bitch
4. Camera
5. From Friends to Lovers
6. Time to Leave
7. I Am Down
8. Another Kiss
9. Pas Avec Toi
10. Runnaway
11. You're No Good
12. Coney Island


Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Plastiscines
http://movethatjukebox.com/plastiscines-about-love/
http://glamorous-indie-rocknroll.blogspot.com/2009/11/plastiscines-about-love.html

Filme [Essencial]


Os Vigaristas
(Matchstick Men)


Estúdio: Warner Bros. / ImageMovers / HorsePower Entertainment / Liveplanet / Rickshaw Productions / Scott Free Productions
Distribuidora: Warner Bros.
Direção: Ridley Scott
Elenco:
Nicolas Cage (Roy)
Sam Rockwell (Frank Mercer)
Alison Lohman (Angela)
Bruce McGill (Frechette)
Bruce Altman (Dr. Klein)
Jerry Hauck (Motorista De Táxi)
Steve Eastin (Marido)

Sinopse:
O paranóico Roy Walker (Nicolas Cage) tem um trabalho no mínimo diferente: é um especialista em golpes, um verdadeiro artista do crime. Juntamente com Frank (Sam Rockwel), seu "sócio", Roy não tem qualquer pudor em enganar desde incautas senhoras até empresários milionários para conseguir dinheiro. Mas tudo muda quando ele encontra Angela, uma filha de 14 anos que ele nunca tinha visto.

À primeira vista, o filme parece ser uma típica história sobre dois trapaceiros e seus mirabolantes golpes para faturar uma grana em cima de incautos. Mas a impressão se desfaz logo e descobrimos que, na verdade, a história prioriza as relações familiares à ética da picaretagem. O filme retrata a história de Roy, (Nicolas Cage), um obssessivo-compulsivo cheio de tiques e com mania de limpeza. Junto a seu ambicioso sócio e aprendiz Frank (Sam Rockwell), forma uma dupla que vive de aplicar pequenos golpes. As coisas mudam quando Roy fica sabendo da existência de uma filha, fruto de um relacionamento desfeito há anos. Ela é Angela (Alison Lohman), adolescente voluntariosa que vira pelo avesso a rotina cuidadosamente ordenada do pai neurótico.


Ridley Scott ratifica mais uma vez seu talento com essa comédia sem fatuidade e repleta de anacronismos propositais. Tudo acontece, aparentemente, numa cidade moderna, mas alguns detalhes remetem aos anos 50 e 60, o que nos faz ficar em dúvida se o filme é uma história atual ou passada em outra época. Os Vigaristas não é denso, mas os personagens são psicologicamente complexos. As interpretações de Nicolas Cage e da jovem Alison Lohman impressionam.

É uma trama bem bolada, se você for tão desconfiado quanto eu pode até sacar alguma coisa antes do final, mas mesmo assim é muito bom. É exatamente o tipo de humor que agrada, sutil, pouca gente entende a “hora de rir”. Nicolas faz muito bem um vigarista meio maluco, cheio de manias e neuroses. Impossível não gostar da personagem do cara. Você acaba até torcendo pras falcatruas darem certo.


Fontes:
http://cinefilos.interativo.org/filmes/2003/10/os-vigaristas/
http://br.cinema.yahoo.com/filme/11336/critica/769/osvigaristas
http://www.filmesdecinema.com.br/filme-os-vigaristas-5135/
http://www.adorocinema.com/filmes/vigaristas

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Música (Sintonize)


NORAH JONES
THE FALL

Depois de conquistar o mundo do jazz, vender milhões de discos e ganhar oito Grammys, a cantora lança um álbum com pegada "roqueira" e assinatura de compositora.

Nos sete anos que separam o trabalho de estreia e o quarto álbum, The fall, recém-lançado, Norah Jones percorreu caminhos bem distintos. Se havia alguma prevenção a ela por causa do formato jazzístico dos primeiros tempos, esqueça. A roupagem, mais do que nos dois discos anteriores, Feels like home (2004) e Not too late (2007), está mais roqueira (para os padrões dela, que fique bem claro). Aqui, a guitarra se sobrepõe ao piano, opção que deve ter tido a mão do produtor, Jacquire King, mais conhecido por seu trabalho ao lado do Kings of Leon.

The Fall, em resumo, é o produto de uma alma inquieta, que fez dos anos 00 um período um pouco mais prazeroso para se degustar música.

"Um disco imperdível!"

Músicas:
1. Chasing Pirates (Norah Jones)
2. Even Though (Norah Jones/Jesse Harris)
3. Light As a Feather (Norah Jones/Ryan Adams)
4. Young Blood (Norah Jones/Mike Martin)
5. I Wouldn't Need You (Norah Jones)
6. Waiting (Norah Jones)
7. It's Gonna Be (Norah Jones)
8. You've Ruined Me (Norah Jones)
9. Back To Manhattan (Norah Jones)
10. Stuck (Norah Jones/Will Sheff)
11. December (Norah Jones)
12. Tell Yer Mama (Norah Jones/Jesse Harris/Richard Julian)
13. Man Of The Hour (Norah Jones)

Fontes:
http://www.new.divirta-se.uai.com.br/html/sessao_19/2009/12/01/ficha_musica/id_sessao=19&id_noticia=18353/ficha_musica.shtml
http://conversascartomanticas.blogspot.com/2009/11/norah-jones-fool-and-fall.html
http://bravonline.abril.com.br/conteudo/musica/norah-jonas-colecionadora-records-critica-510424.shtml
http://pt.wikipedia.org/wiki/The_fall

Filme [Essencial]

LITTLE MISS SUNSHINE
(PEQUENA MISS SUNSHINE)

Estúdio: Deep River Productions / Bona Fide Productions / Big Beach Films / Third Gear Productions LLC
Distribuidora: Fox Searchlight Pictures

Direção: Jonathan Dayton , Valerie Faris
Elenco:
Abigail Breslin (Olive)
Greg Kinnear (Richard)
Paul Dano (Dwayne)
Alan Arkin (Avô)
Toni Collette (Sheryl)
Steve Carell (Frank)

Ovacionado no Festival de Cinema de Sundance e no Festival do Rio, “Little Miss Sunshine” (no original) é uma comédia independente profundamente humana e satírica sobre uma família que realiza uma viagem de carro para participar de um concurso de beleza de crianças. Amontoados em uma Kombi enferrujada, seis pessoas nada comuns passam por situações trágicas e cômicas para chegar ao tal concurso. No final da jornada, o resultado é um só: uma paixão completa do público pelo filme!
Com um elenco absolutamente impecável, o filme é inteligente, ágil e, acima de tudo, humano. Resumindo: imperdível! O longa ainda faz críticas rasgadas ao chamado “american way of life”, satirizando a chamada ditadura da estética e a idéia de que existe uma fórmula para se dar bem na vida.

Sinopse:
Nenhuma família é verdadeiramente normal, mas a família Hoover extrapola. O pai desenvolveu um método de auto-ajuda que é um fracasso, o filho mais velho fez voto de silêncio, o cunhado é um professor suicida e o avô foi expulso de uma casa de repouso por usar heroína. Nada funciona para o clã, até que a filha caçula, a desajeitada Olive (Abigail Breslin), é convidada para participar de um concurso de beleza para meninas pré-adolescentes. Durante três dias eles deixam todas as suas diferenças de lado e se unem para atravessar o país numa kombi amarela enferrujada.

A produção independente dirigida pelos estreantes Jonathan Dayton e Valerie Faris (experientes em vidoeclipes) vai na contramão desse cinema protagonizado por pessoas “certinhas” e coloca personagens divertidos e humanamente comuns como protagonistas. Num roteiro dinâmico, engraçado e emocionante, fazem desta comédia num dos melhores filmes de 2006.

 Os momentos finais, durante o concurso de beleza, conotam tudo que o filme quer mostrar: um grupo de pessoas normais que, ironicamente, são como corpos estranhos num ambiente cheio de pessoas que buscam a perfeição, funcionando como um microcosmo da própria sociedade. Alternando momentos hilários aos dramáticos, sempre relacionados às dificuldades que seus personagens têm no meio de uma sociedade que cobra valores ridículos.

 Premiações:

Vencedor de 2 Prêmios Oscar: Melhor Ator Coadjuvante (Alan Arkin) e Melhor Roteiro Original. Indicado a mais duas estatuetas: Melhor Filme e Melhor Atriz (Abigail Breslin).

Vencedor de 4 prêmios Indenpendent Spirits Awards 2007, nas categorias : Melhor filme independente, melhor direção, melhor ator coadjuvante(Alan Arkin) e melhor roteiro original.

Recebeu 2 indicações ao Globo de Ouro, nas categorias de Melhor Filme - Comédia/Musical e Melhor Atriz - Comédia/Musical (Toni Collette).

Recebeu 5 indicações ao Independent Spirit Awards, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Alan Arkin e Paul Dano) e Melhor Roteiro de Estréia.

Ganhou 2 prêmios no BAFTA, nas categorias de Melhor Ator Coadjuvante (Alan Arkin) e Melhor Roteiro Original. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Atriz Coadjuvante (Toni Collette e Abigail Breslin).


Fontes:
http://www.adorocinema.com/filmes/pequena-miss-sunshine
http://pt.wikipedia.org/wiki/Little_Miss_Sunshine
http://br.cinema.yahoo.com/filme/13794/critica/9423/pequenamisssunshine
http://www.cinemacafri.com/filme.jsp?id=6

Literatura [Agora]


COMÉDIAS DA VIDA PRIVADA

Autor: Luís Fernando Veríssimo

Comédias da Vida Privada é uma seleção - quase homenagem - do trabalho de Luís Fernando Veríssimo ao longo de quase trinta anos de imprensa e mais de trinta livros publicados. Fantástico inventor de tipos, Veríssimo criou personagens célebres como Ed Mort, O Analista de Bagé, a Velhinha de Taubaté e tantos outros. Fez incursões na paródia, na poesia, foi o analista brilhante das coisas do dia-a-dia, falou sério quando necessário, com a contundência de um homem de princípios e, sobretudo, ampliou ainda mais as fronteiras deste gênero tão brasileiro quanto indefinível que é a crônica. E foi além: aqui neste livro temos concentrado um dos terrenos em que o autor movimenta-se com mais destreza e maestria. O território imenso, opaco, denso e impreciso da classe média. Seus heróis anônimos, os grandes e os pequenos gestos, a complicada engenharia familiar, as fidelidades, as infidelidades, as mesas de bar, as angústias, o trágico e o cômico combinados na estranha sinfonia do cotidiano. Casais, salas de jantar onde são decididos destinos com a televisão ligada, vizinhos barulhentos, Copacabana, enfim, ambientes onde transitam a esmagadora maioria dos habitantes deste país. Um universo ao mesmo tempo rico e banal, onde Luís Fernando Veríssimo inspirou-se para produzir algumas obras-primas.




Fonte: